16 de jul. de 2010

DRUNKOREXIA

Por Fernando Rebouças

Drunkorexia, ou anorexia alcoólica termo criado nos EUA para definir o alcoolismo associado a distúrbios alimentares. Este distúrbio é muito comum entre jovens e adultos de idade entre 20 e 40 anos, que ingerem bebidas alcoólicas no lugar da refeição.
O ato restringe a absorção de calorias necessárias ao corpo humano sob o objetivo de manter um visual esbelto e na moda. Entre as celebridades artísticas o costume da “drunkorexia”, além de causas estéticas, é impulsionada por cobranças do mercado, angústias e compulsões profissionais.
Segundo a OMS ( Organização Mundial de Saúde), o alcoolismo atinge de 10% a 12% da população mundial. Equilibrar o peso do corpo através da bebida é o mesmo que realizar uma dieta forçada e depois cair no efeito sanfona ( alternância periódica de peso ).
Estudos psiquiátricos revelam que o alcoolismo feminino está associado a transtornos psicológicos relacionados à anorexia, bulimia, depressão e ansiedade. O álcool anestesia emoções ruins como a frustração, e no caso da “drunkorexia”, reduz o apetite. No funcionamento orgânico beber com estômago vazio acelera os efeitos do álcool.
Beber sem moderação pode vir a causar doenças no sistema digestivo e , em certos casos, no sistema sangüíneo, além de outros males. Beber demais ainda causa perda de reflexos, principalmente para o motorista em trânsito.

12 de jul. de 2010

Unifesp trata dependência com maconha

Um programa de tratamento de dependentes da Unifesp está usando, há dois anos, maconha para combater o vício em crack. O princípio é substituir um vício pelo outro.
A experiência, feita com 50 pacientes que não respondiam ao tratamento medicamentoso, deu resultado-em seis meses, 68% tinham largado o crack. Após um ano, todos tinham largado a maconha espontaneamente.
O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, diretor do Proad (Programa de Orientação e Tratamento a Dependentes), diz que a tentativa é "um sucesso".
"A dependência de maconha é muito menos agressiva do que a do crack. Nesses casos, a maconha funcionou como porta de saída do vício."
Outra alternativa de tratamento que está sendo testada nos EUA é uma "vacina" contra os efeitos da cocaína no cérebro.
Segundo Silveira, o medicamento se junta com a molécula de cocaína, tornando-a muito grande e impendindo que ela chegue ao cérebro.
Apesar de ser chamada de vacina, a medicação é usada diariamente e tem um porém: a cocaína fica circulando em excesso no organismo.
"Parece promissor, mas é um risco a mais para o sistema cardiovascular. Fora isso, a pessoa tem que estar muito motivada para continuar o tratamento, já que a vacina não reduz a fissura provocada pela falta de cocaína", pondera Silveira.

(FB)
Fonte: Folha de São Paulo, 11/07/2010.

7 de jul. de 2010

Propostas da IV Conferência de Saúde Mental - Intersetorial


• Responsabilizar as gestões nos três níveis de governo, pelo desenvolvimento e sustentabilidade da Política de Saúde Mental, com garantia de dotação orçamentária específica.
• Criar novas estratégias para atender os usuários de álcool e outras drogas, por meio de CAPS AD 24h com inclusão de leitos de desintoxicação.
• Ampliação dos serviços residenciais terapêuticos com proposição de novos critérios.
• Implantar a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares na rede de saúde mental, com homeopatia, acupuntura e fitoterapia.
• Criação de Fórum intersetorial permanente com representantes da educação, segurança pública, justiça e direitos humanos, poder judiciário, Ministério Público, movimentos sociais, instituições de ensino superior, conselhos de políticas públicas e organização de evento anual para troca de experiências de serviços e atualização científicas.
• Garantir a continuidade da implantação, ampliação e fortalecimento da Terapia Comunitária como estratégia integrativa e intersetorial de promoção e cuidado em saúde mental.
• Garantir financiamento da gratuidade dos meios de transporte público às pessoas com transtornos mentais graves e persistentes e seus acompanhantes, através dos impostos de bebidas alcoólicas e de cigarro, possibilitando acessibilidade ao tratamento.
• Capacitação em saúde mental das equipes do SAMU, corpo de bombeiros militar e polícias militar e civil.
• Garantir que a União repasse os recursos arrecadados através de leilões de bens e valores provenientes de tráfico de entorpecentes diretamente aos fundos municipais dos conselhos municipais de saúde para a implantação da política sobre álcool e outras drogas do Ministério da Saúde.
• Ampliar a oferta de psicotrópicos nas Farmácias Populares.
• Garantir acessibilidade à medicação psiquiátrica diversificada e atualizada.
• Ampliar o quadro de profissionais da saúde mental na rede de atenção através de concurso público
• Garantir a revisão periódica dos protocolos clínicos de saúde mental para processo de Medicamentos de Dispensação Especializada
• Realizar censo epidemiológico de agravos em saúde mental e deficiências mentais
• Garantir notificação compulsória de toda e qualquer situação de violência e óbitos de cidadãos com sofrimento psíquico de forma abrangente.

5 de jul. de 2010

CONVOCAÇÃO COMEN

Convocação

O Presidente do Conselho Municipal sobre Drogas – COMEN, CONVOCA, em primeira chamada com a presença da maioria absoluta de seus Membros, e quinze minutos após, em segunda chamada presente um terço, os conselheiros para a 140ª Reunião, Extraordinária, que irá ocorrer no dia 06/07/2010 (3ª Feira), às 08h30, no Auditório da Casa dos Conselhos.


Pauta

I - Aprovação da Revisão do Regimento Interno do COMEN;
II - Apreciação da resposta do COMEN referente notícia veiculada no Jornal Terceira Visão.


Valinhos, 24 de junho de 2010


Ilídio de Albuquerque Cabral

Presidente

2 de jul. de 2010

Descobriram a cura do crack?

Um grupo de 50 viciados em crack se submeteu a um experimento comandado por psiquiatras da Universidade Federal de São Paulo: altas doses de maconha combinadas com terapia. Resultado: 68% deixaram o crack. Desse total, 100% deixaram a maconha.
Diante dos indícios positivos, os psiquiatras queriam dar mais consistência à pesquisa, ampliando o atendimento e controlando a qualidade da maconha.
O mais incrível dessa história é que, como no Brasil é proibido o uso medicinal da maconha, a experiência foi suspensa. Os psiquiatras poderiam ser enquadrados como traficantes.
Descobriram a cura ou um jeito de amenizar o vício do crack? Talvez
Daí se vê o perigo de misturar preconceito com ciência.

Gilberto Dimenstein

1 de jul. de 2010

Qual o significado?

A palavra “droga” vem da palavra francesa “drogue”, que significa seca, alguma coisa seca. O conceito mais comum que é usado para se referir a uma droga, estupefaciente ou entorpecente é “toda substância que provoca alterações psico-químicas no organismo, ou seja, alterações nos sentidos e no funcionamento do organismo”.
É importante notar que a palavra “droga” pode ter vários sentidos, não se restringindo apenas ao fato de ser algo ilegal e prejudicial à saúde. Vários medicamentos que tem a função de combater enfermidades específicas, como a aspirina, por exemplo, podem ser considerados como drogas, porém usadas para fins medicinais.